A alma estagnada aos estragos da humanidade peregrina aos volteios de um vendaval composto de baixo astral. Perguntar-se-ia um dia se vale a pena sobrepor o corpo em tais conquistas super-estimadas sem saber ao menos se são ditas as verdades de um certo benefício. Este benefício que é traduzido como a satisfação de pular obstáculos, que não são poucos, a frente na visão de uma chegada glorificada, cheia de luta e vitória. A outra questão seria se, em prol dos sacrifícios estipulados a cada passo dado as decisões impertinentes decisivas, acalenta esse benefício cheio de incertezas. Será que o investimento proposto ao tal futuro promissor é o melhor meio de viver essa passagem de vida? Essa martelada dia após dia irrita a tranquilidade dessa alma por sempre estar com a pulga atrás da orelha sobre o que será o melhor para ela e estar cansada de tanto sofrimento em vão que se esvaia ao longo das deixas de outros caminhos não escolhidos.
Particularidades, essa sou ditando saudades. O vácuo formado pela longitude da especificidade é comparada a uma laranjeira. Cai-se uma, duas, três laranjas e a árvore parece inalterada, devido o temporal estar recente. Porém a chegada do outono cai quatro, cinco, dez, vinte e a imagem minguou pela falta da essência. O diferencial tinha sido apagado e a falta do vislumbre foi ressentido. Dias imparciais passam devagar e a monotonia de cinza e preto impregna ações zonzunantes do ressecado laranjal. Contorce-se para segurar sua própria raiz com intuito de sobreviver aos resquícios congelantes do inverno solitário. E a espera pelo término desse período seja rápida para se encontrar com lindos brotos joviais, esta vivenciada a algum tempo atrás. Estes brotos estão envolvidos pelo néctar do rejuvenescimento, no qual a primavera promove no esbelto tronco e nas delicadas folhas. Assim, crescesse novamente o fruto para enaltecer as saudosas vontades de uma bela paisagem.
Perdoai o meu juízo, mas estou enloquecida. Entenda que nesse mundo de absurdos, precisamos movê-lo em outra direção. Ao invés de correr em busca de um trabalho perfeito, queria somente sentar de perna de índio em roda para cantar o adoleta. Ou passear em um campo de trigo na vontade de capturar a borboleta vermelha do que idealizar uma família unida. Outro, correr ao passo da chuva que pinga nos rostos e alivia o rijo muscular para fugir de dias corriqueiros. Cá entre nós, quería mais é nadar nas poças de chuvas ou mesmo mergulhar no barro, este que proporciona as vitalidades da vida. Já não dizia uma teoria que nascemos de uma matéria inanimada e prontificamos como lamas. É, meu caro, esgotei minhas energias em seguir o compasso pré editado de minha vida que foi elaborado antes de nascer. Esse preparamento todo para manter uma sobrevivência de anos e anos de gerações, já não está mais em minhas metas. Elas não satisfazem o meu bem prazer de minha capacidade humana de aspirar pelo… pelo o quê? Não sei o que queria dizer, o que acontece que nunca terei a oportunidade de aproveitá-la por estar tão abstrata dentro das minhas faculdades mentais. Tento reconhecer por uma certa leviandade, talvez elevação da alma ou, precisamente, um toque de simpatia da felicidade, porém não chega nem perto do que queria aspirar. Estamos longe de estarmos nesse patamar de todos desejarem o bem que lhe convem, de poder escolher o que desejamos ser ou agir. É engraçado que enganamos nós mesmo de tantos caminhos já desenhados em um fim, ao oposto de trilharmos um pelo final inédito. Como queria ter um final inédito, onde eu poderia descobrí-lo, somente.
Meu humano está tão desconexo que falhas minha memória. Esta que aprensenta os melhores momentos de amigos de peito. Já és tão técnico sentir somente o presente que o passado esvoaça em minhas mãos. Sinto culpada de tanta desimportância e desleixo que cá estou deixando os meus vestígios, visto que somos contruídos pelo antes. E mais enfadada por não poder contar essas relíquias vivênciais. Ficamos vazios quando não há nada a ser dito, definhamos a custa de nossos rastros de sobreivência dia após dia, e, no final, somos esquecidos na sarjeta. Por isso, devemos ter histórias para contar ali e acolá, para alguns e todo mundo. Elas nos enche de experiências que talvez deixamos a impressão de repetí-las ou simplesmente fazer outras escolhas; podemos mudar a mentalidade e ajudar o embriagado da monotonia. Além disso, sentimos novamente sensações cá estas velhas ou novas. Nos aflora a vontade de continuar a ser o que deveríamos saber sobre nossos impulsos e satisfações. E o que destaca nesse nosso andarilho é a pleninutude do marcar. Marcar um pedacinho de sua personalidade que cada um passou através de você para assim compor a obra-prima do seu humano, da sua existência e da sua auto-bibliográfica. São tantas as virtudes que podemos resgatar que estou chorosa de tanto esquecimento.